sábado, 7 de julho de 2007

Pontas


Cinco são as pontas de quatro de outras cinco. Da quinta ocorrem seis, as seis mais importantes. Encurralado numa superfície fronteiriça, arranho a superfície dum universo à borda da menor realidade. O corpo, uma ponta na ponta do mundo.

A acção dá reacção. Faço para desfazer. Desfaço, fazendo. Construo derivações de múltiplas multiplicações, adicionadas numa soma na qual há um resultado. Percorro profundidades, aguento pressões, supero tempestades, tudo para permanecer. De forma intermitente percepciono continuamente. Nos espaços em branco deixo as dúvidas.

À deriva, roço nas pontas de todas as outras pontas. As novas pontas, estas com forma de palavras, tentativas da suposta excelência inventada e praticada. Descrevo e compreendo, rompo e evoluo.

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